A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito rigoroso para apurar se a sequência de rompimentos de adutoras que assustou os moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte nas últimas semanas foi provocada por ações criminosas. A suspeita de sabotagem ganhou força após a diretoria da própria companhia de saneamento apresentar relatórios técnicos ao Ministério Público Estadual detalhando incidentes incomuns tanto na rede de distribuição de água quanto em equipamentos ambientais estratégicos da capital mineira.

Foto: Copasa

Os episódios começaram a chamar a atenção das autoridades devido à proximidade temporal e à gravidade dos danos causados na infraestrutura urbana. O primeiro grande caso ocorreu no bairro Nova Granada, na região Oeste da cidade, onde a força da água destruiu o asfalto, inundou residências e mobilizou o Corpo de Bombeiros para resgatar famílias ilhadas. Poucos dias depois, ocorrências semelhantes foram registradas em pontos distintos como o Cidade Nova, o bairro Milionários na região do Barreiro e o bairro Kennedy, no município vizinho de Contagem, deixando dezenas de bairros desabastecidos por períodos prolongados.

Força-tarefa analisa furto de cabos e vandalismo no sistema da Pampulha

O cenário investigativo tornou-se ainda mais complexo quando as equipes de monitoramento detectaram intervenções humanas deliberadas no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. Criminosos invadiram a estação técnica localizada nas proximidades do aeroporto e levaram cabos elétricos essenciais para o funcionamento do maquinário de redução de odores, gerando prejuízos ambientais e financeiros imediatos. Diante do padrão repetitivo dessas ocorrências, uma força-tarefa especial que une peritos criminais, promotores de justiça e engenheiros da estatal foi montada para cruzar dados cadastrais, analisar imagens de câmeras de segurança e rastrear possíveis suspeitos que detêm conhecimento técnico sobre o funcionamento dessas estruturas subterrâneas.