BELO HORIZONTE – O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira virou réu pelo feminicídio de sua esposa, a capitã Michele Leão Azevedo. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (31) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Sumariante do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que também manteve a prisão preventiva do acusado.

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A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) detalha que o crime ocorreu em 20 de julho, no apartamento do casal. Segundo o laudo de necropsia, a capitã foi violentamente espancada com um bastão de madeira e morta por asfixia mecânica (esganadura). A perícia constatou traumatismo craniano grave e múltiplas fraturas pelo corpo da vítima.

De acordo com a promotoria, o crime foi motivado por ciúmes e cometido com o uso de meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPMG incluiu quatro qualificadoras para o homicídio e solicitou uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos causados à filha de Michele.

A investigação revelou que o sargento tentou adulterar a cena do crime antes de socorrer a esposa. Eduardo lavou os lençóis sujos de sangue, escondeu os pedaços de madeira usados nas agressões e apagou o histórico de mensagens do celular da vítima. A farsa foi descoberta pela equipe médica do Hospital Odilon Behrens, que constatou que a capitã já deu entrada sem vida.

Além do feminicídio, o militar responderá pelos crimes de fraude processual, lesão corporal (por três agressões anteriores) e tráfico de drogas. Este último delito foi incluído após o sargento ser flagrado tentando descartar 18 comprimidos de ecstasy na lixeira do hospital logo após a sua prisão em flagrante.