Um crime de grande repercussão assustou os moradores da Região Centro-Sul de Belo Horizonte no último fim de semana. Três homens encapuzados invadiram uma mansão no bairro Mangabeiras, mantiveram as vítimas reféns e fugiram levando um prejuízo estimado em R$ 400 mil entre joias, bijuterias de luxo e aparelhos eletrônicos.

Imagem: Divulgação

O caso ocorreu na tarde de domingo (6) e mobilizou equipes da Polícia Militar (PM). Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou preso.


Como aconteceu o assalto no bairro Mangabeiras?

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência da Polícia Militar, os criminosos planejaram a invasão utilizando a área dos fundos do imóvel. A dinâmica do crime aponta que os assaltantes:

  • Acessaram a área por um lote vago vizinho: O terreno ao lado possui uma construção inacabada, o que facilitou a aproximação sem chamar a atenção dos vizinhos.
  • Cortaram os sistemas de segurança: A cerca elétrica do imóvel foi rompida e deixada inoperante pelos suspeitos.
  • Arrombaram a cozinha: A entrada na residência aconteceu após o trio forçar e arrombar uma das janelas da cozinha.

Vítimas foram amarradas em banheiro com fios e cadarços

Duas pessoas que estavam na residência no momento da invasão viveram momentos de pânico. Rendidas sob forte ameaça de facas, elas foram levadas até o banheiro do imóvel.

Para imobilizar as vítimas, os assaltantes utilizaram cadarços de tênis e o fio de um secador de cabelo. A ação dentro da residência durou cerca de 15 minutos, período em que os criminosos reviraram quatro quartos à procura de bens de alto valor.

Com o uso de um pé de cabra, o trio conseguiu arrombar um cofre em um dos cômodos, de onde extraíram a maior parte das joias roubadas.


Prejuízo estimado e investigação policial

A proprietária da residência, uma mulher de 55 anos, relatou que não estava no local no momento da abordagem, pois havia saído horas antes. O prejuízo material totalizado foi calculado pelas vítimas em R$ 400 mil.

As vítimas conseguiram se desvencilhar das amarras cerca de 30 minutos após a fuga dos criminosos e acionaram uma viatura da PM que patrulhava as redondezas. Uma das facas utilizadas para ameaçar os reféns foi descartada no quintal e recolhida pela polícia.

O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que realiza perícias no imóvel e busca imagens de câmeras de segurança da região para identificar a identidade e a rota de fuga dos criminosos.